Quando os (falsos) cognatos nos colocam em situações inusitadas
- Bora pro Chile

- 13 de nov.
- 3 min de leitura
Atualizado: 14 de nov.
Espanhol chileno x portunhol:
A língua pode ser uma barreira difícil de se superar quando você decide viajar pra fora do Brasil. Inglês, francês, alemão... mas se tem uma coisa que o brasileiro domina por natureza é o “portunhol”. Afinal de contas, quem é que nunca ouviu por aí um “quanto cuesta?” ou talvez um “aceita cartón de crédito?”. Até aí, tudo bem. Talvez os latinos já até estejam se acostumando ao nosso “portunhol” e consigam até deduzir o que estamos querendo dizer.

Mas e quanto ao espanhol chileno? Será que você tá preparado para entender tudo o que eles querem dizer? Quando você ouve um “piola” (“de boa”, em gíria brasileira), ou quem sabe algo como “cachai” (entendeu? E pode ser uma expressão ou um verbo), “filo” (uma espécie de “beleza”, “se der, deu”) ou dizem que você é um “weom”/”huevón” (que quando parte de alguém próximo é algo como “e aí”, mas se for de alguém que não conhece, pode ser como um “que otário”) saberia dizer o que estão falando? Ou que te pergunte se quer comer um “completo” (cachorro-quente com abacate) de lanche e uma “frutilla” (morango, não falam fresa) de sobremesa?
A autenticidade do vocabulário chileno
E é assim que se dá o vocabulário chileno, com sua própria personalidade e recheado de regionalismos. No Chile não se diz “Navidad”, e sim, “Páscoa”, eles também usam “palta” para se referirem ao “avocado” (abacate, em português), muito diferente dos outros povos latinos.

Como uma boa língua espanhola, no “chileno” também existe uma quantidade considerável de cognatos e falsos cognatos. São aquelas palavras que se escrevem e até se pronunciam de forma igual ao português, mas tem significados muito diferentes, como por exemplo, “mina/mino”, que são expressões usadas pelos chilenos para dizerem que uma pessoa é bonita, atraente – é equivalente a “um gato”; “tengo pega”, que literalmente significa “trabalho”, sendo comumente usado para dizer que não pode ir a algo porque precisa trabalhar; se te pedirem uma “propina”, não se assuste! Só estão querendo cobrar o serviço de um restaurante ou bar, ou qualquer outro estabelecimento que cobre pelo serviço dos garçons e bartenders.

Cuidado ao dizer que está com fome. No Chile, “fome” significa “chato” e isso serve tanto para uma situação ou para designar pessoas. Então se estiver em uma mesa cheia de chilenos e dizer que tem fome, poderão interpretar mal e pensar que você está entediado ou odiando o passeio. Não use a palavra “esquisito” se você quiser dizer que algo é “estranho”, “ruim”, porque eles acharão exatamente o contrário! “Esquisito”, na língua espanhola, significa “muito bom”; “Raro” serve para essas situações quando queremos dizer “estranho”, “esquisito”, “suspeito”.
Informação e estudo nunca são demais
Seja como for, o ideal é que sempre seja feita uma busca sobre os principais termos e as frases mais usadas em uma viagem para evitar possíveis transtornos que podem atrapalhar a sua viagem. Além de mostrar conhecimento sobre a cultura local, você demonstra que tem empatia e que respeita a língua nativa, se esforçando em tentar se comunicar localmente. Expressões como “bom dia”, “obrigado!”, “por favor” e “quanto custa” são primordiais em qualquer roteiro de viagem.
Faça seu pequeno arquivo de viagem com as principais frases que pretende usar e as pratique antes e durante a sua estadia no país que estiver. Além de tudo, ajuda a exercitar o cérebro, desenvolvendo a memória e até ajudando a melhorar a capacidade de tomada de decisões, o que é muito útil quando estamos conhecendo lugares novos.
Agora conta nos comentários quais são as suas novas palavras favoritas!



Comentários